Piauiense nota mil no Enem usou Machado de Assis e série da Netflix

O estudante piauiense João Victor Amorim, 17 anos, não acreditou quando viu que atingiu a pontuação mil na redação do Enem. Em todo Brasil, somente 55 candidatos conseguiram o feito na prova realizada em novembro de 2018.

Em entrevista , o jovem contou que precisou rever o resultado cinco vezes. Ele disse que sempre gostou de ler e que se preparou muito para a prova, mas ficou surpreso com a nota mil.

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A redação teve como o tema “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. O jovem revela que no seu texto citou o conto de Machado de Assis “Ideias de Canário”, a série da Netflix Black Mirror, e o sociólogo Michel Foucault.

“Muitas pessoas tentam buscar usar formalidades , escrever mais difícil, traçar caminhos mais difíceis e esquecem falar no que realmente importa. Eu fui para o que importava.  Utilizei um conto de Machado de Assis, usei a série da netflix Black Mirror, que muita gente tem preconceito de usar pelo fato de não ser uma coisa “culta” que possa impressionar o corretor”, disse João Victor.

O estudante sonha em cursar Medicina e desde o 9º ano realizava o Enem como treineiro. No ano de 2017, João Vitor ingressou em curso de redação  e treinava constantemente a produção de textos dissertativos.

Ele acredita que a concentração e o hábito da leitura foram essenciais  para a boa redação. João Victor diz que a orientação dos professores também foi fundamental para a nota.

“Eu sempre gostei de ir atrás, buscar ampliar meu vocabulário. Faço leitura de livros didáticos, leituras de lazer, ficção cientifica, investigação criminal. Também gosto do sociólogo Leandro Karnal”, revela João que confessa que o uso de redes sociais é um desafio para não diminuir seu hábito de leitura.

A mãe do estudante, a empresária Daniela Amorim, é só orgulho pelo desempenho do filho. Ela disse que João “deu um grito” quando viu a nota.

Daniela lembra que desde a infância João era apaixonado por livros. “Nas férias ele pedia livros para ler. A gente ia para a livraria e ele escolhia os livros”, relembra, emocionada, a empresária.  A mãe ressalta a rotina intensa do filho e diz que ficava com “pena” dele, que quase não estava em casa.

“Ele passava quase todo dia na escola e no cursinho, de um colégio para o outro, chegava em cada 22h,23h. Era muita leitura e dedicação. Mas o resultado é muito gratificante”, acrescenta a mãe.

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