Itaú Cultural lança exposição e anuncia surpresa envolvendo Niède Guidon

Para comemorar 30 anos do Itaú Cultural, o instituto disponibilizou parte do seu acervo, que reúne 750 obras, que serão expostas em mais de 10 mil metros quadrados.

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Foi lançada em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (18) em São Paulo, a exposição Modos de Ver o Brasil, que será aberta ao público no dia de 25 de maio, no espaço Oca, no Parque Ibirapuera. O diretor do Instituto Itaú Cultural, Eduardo Saron, falou detalhes sobre o projeto, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff.

Para comemorar 30 anos do Itaú Cultural, o instituto disponibilizou parte do seu acervo, que reúne 750 obras, que serão expostas em mais de 10 mil metros quadrados da Oca, um dos símbolos arquitetônicos de São Paulo, integrante do conjunto de instalações projetado por Oscar Niemeyer.

Segundo Paulo Herkenhoff, o objetivo é apresentar um roteiro sobre a história e sobre a cultura brasileira. “A princípio a exposição seria no prédio do Itaú, um espaço de mil metros quadrados. Depois vimos que não haveria espaço, e então surgiu a ideia de fazer na Oca. Eu suei frio, mas também criei asas”, disse o curador.

A exposição é apresentada em 20 núcleos espalhados por quatro andares. As obras foram adquiridas ao longo dos anos, desde 1969, pelo empresário Olavo Egydio Setubal. A curadoria reuniu as principais e mais representativas delas. Além disso, quase 50 obras foram adquiridas recentemente, para complementar a exposição.

Ação cultural no Piauí

Durante o lançamento do projeto, Eduardo Saron adiantou que o Itaú Cultural está preparando uma ação envolvendo a arqueóloga Niède Guidon. Segundo ele, trata-se de uma surpresa que vai ajudar na valorização da Serra da Capivara. “É preciso colocar mais luz sobre esse patrimônio mundial e sobre o debate que Niède traz ao mundo a respeito da origem do homem americano”, afirma.

O diretor do Itaú Cultural não revelou detalhes sobre o projeto. “Em um mês, mais ou menos, vamos ter essa surpresa. Vamos colocar mais luz sobre a Serra da Capivara. Aquela mulher é uma guerreira”, defendeu Saron.

Outra iniciativa envolvendo a Serra da Capivara é um documentário que foi financiado pela Lei Rouanet e pelo Comitê de Incentivo à Cultura do Itaú Unibanco em 2015. O projeto é de Maria Alice Miller, da Raiz Produção Cinematográfica, e está em fase de execução. “Não é só o momento de falar para o Brasil sobre a relevância da Serra da Capivara, mas também de reafirmar o papel dela frente a um debate mundial”, concluiu Eduardo Saron.

O Itaú Cultural também planeja, para o próximo ano, fazer uma exposição em Teresina. A empresa possui o maior acervo cultural corporativo da América Latina e o 8º do mundo.

Por: Nayara Felizardo

 

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