O Ciclista sanraimundense faz a sua "Volta ao mundo ecológica". Próximo destino é para a África.
Depois de percorrer mais de 25 países em duas rodas, é a vez do aventureiro Renato Campinho ir à África do Sul, país sede da próxima copa do Mundo. O piauiense, natural de São Raimundo Nonato, passa boa parte da sua vida pedalando e levando mensagens ecológicas por onde passa. Ele deixou São Raimundo Nonato em junho de 2009 e só volta ao Brasil em 2014, quando terá batido o recorde mundial e percorrido 200 mil quilômetros de bicicleta.
Hoje (22/01), Renato Campinho entrou em contato com a redação do saoraimundo.com através do nosso formulário de contato, e informou que já está em Portugal, e que nos próximos dias estará indo rumo a África, aonde fica para a Copa do Mundo.
A "Volta ao mundo ecológica", como o próprio Campinho define, já passou por países como Alemanha, Estados Unidos e México. Na bagagem o ciclista traz recordações - registradas em fotografias - dos lugares por onde passou, que vão desde às cidades mais populosas à imensidão dos desertos. "Por onde ando peço ajuda para continuar meu caminho", diz.
E, pelo que parece, essa ajuda sempre vem. Renato Cam-pinho exibe com orgulho os certificados que recebeu em outros estados e em outros países, reconhecendo e aplaudindo a sua iniciativa. Ele também coleciona as matérias de jornais - e não são poucas - que retratam sua volta ecológica.
Desde 2005, quando a aventura começou, já foram oito bicicletas, sem contar a quantidade de peças e pneus gastos numa viagem internacional. "Quando fui para os Estados Unidos gastei 500 pares de pneus", conta. A bicicleta se transforma ao longo da viagem e ganha lembranças de cada lugar percorrido. Ao final, o meio de transporte passa a ter 150 kg e exige ainda mais do atleta.
O MUNDO, SUA CASA - Campinho também traz muitas histórias na bagagem, algumas não tão memoráveis. "Já peguei um tornado e enfrentei muito frio", completou. Além da bicicleta, Renato leva com ele uma barraca, para as horas de descanso. "Mas também me hospedo em pensões, pousadas", diz. A comunicação com os estrangeiros fica por conta das mensagens ecológicas, já que ele só tem o espanhol como segunda língua.
"Peço as pessoas para não sujarem o planeta, não poluir. Preservar a água potável, as nascentes dos rios e não fazer queimadas", diz. Segundo ele, países como Estados Unidos, México e Venezuela demonstram ter uma forte consciência ecológica.
Por Darlan Ribeiro