Por Salvador de Castro
Recentemente recebi uma sugestão do Alexandre Rocha, um amigo e colunista de outro site, para escrever algo sobre imparcialidade. No momento fiquei meio sem palavras sabe, fui pego de surpresa e fiquei, literalmente, imparcial.
Com o movimento frenético da vida, no seu corre-corre, aquela sugestão agarrou-se a meus pensamentos e começou a fazer alpinismo em minha memória. Aí decidi pelo menos analisar minha postura diária, a fim de concluir até onde eu era parcial ou imparcial.
Logo de cara percebi o quanto tomo partido em tudo, meto o nariz aonde não sou chamado. Ou seja, sou simplesmente um metido. Constatei já aí que um indivíduo desses não podia ser imparcial, mas segui em frente. Nessa minha análise pessoal, dei-me contas de que sempre me posiciono de um lado (evidentemente, o que acho certo) e defendo o que quero com unhas e textos. Sou um cara com princípios próprios e não tenho medo de remar, mesmo que o vento não ajude. Claro que erro em minhas escolhas e atitudes, afinal, quem não erra?
Sempre pensei que em tudo na vida há o melhor e o pior e não costumo usar o par ou impar para escolher o que vou seguir e nem tampouco fico assistindo ao bonde passar, de cima do muro. Escolho o melhor, segundo o meu julgamento, e o defendo com todas as forças e dígitos do meu computador.
Quanto à política, não há um lado bom, e isso vale para São Raimundo Nonato, mas há o menos pior. Quando optei por votar e defender o Padre Herculano não foi pensando que ele fosse santo para não errar, ou mágico para resolver todos os problemas da cidade num truque, nem mesmo que ele viesse a ser um modelo de governante, mas tinha a certeza de que era a melhor opção. E não tenho a menor dúvida de ter acertado, a realidade da Terrinha dispensa comenrtários.
Em relação às críticas que ele, como todo governante, vem recebendo, algumas são até justas. Quando o chamam de autoritário, por exemplo, reconheço que esse é um dos seus pontos fracos, o qual precisa muito ser trabalhado para melhorar. Entretanto, eu, particularmente, prefiro a honestidade e sinceridade, ainda que firmes e duras, ao sorriso falso e enganador.
Portanto, após essa análise, não há mais dúvidas, não sou imparcial e, aliás, tenho até orgulho disso. Desde que nasci aprendi a tomar um partido na vida, a optar pelo que é benéfico. Sou parcial sim e não peço segredo a ninguém.
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