Por Salvador de Castro
A Fazenda cresceu e São Raimundo Nonato mudou radicalmente. Esse feito não foi fácil, mas a valentia do sãoraimundense nos transformou em capital... do Congresso Internacional de Arte Rupestre. Quem diria, hein!
É... É mesmo surpreendente. Quando o Distrito virou cidade, em 1912, ninguém imaginava que em menos de um século de história, nossa Princesa do Sertão seria de fato coroada, no seu nonagésimo sétimo aniversario, com um evento tão importante.
Há quem diga que foi tudo obra da natureza. Realmente ela nos privilegiou muito, pois não é em todo lugar que existe uma tal Serra da Capivara. Mas São Raimundo Nonato sempre esteve decidida a merecer esse presente e, para conseguir isso, adotou uma grandiosa pesquisadora paulista que hoje já é patrimônio nosso. Juntamente com sua equipe, essa arqueóloga não mediu esforços para sermos dignos dessa coroa.
Entretanto, isso não bastava. O Parque Nacional Serra da Capivara não podia, por si só, prestar-lhe essa homenagem. Aí a cidade tratou de fazer a sua parte. Ela lutou bravamente e resistiu a inúmeras provações de muitos dos seus governantes inescrupulosos. Alguns, além de abandoná-la, destruíram parte da sua história, mas ela seguiu sua caminhada, mesmo aos trancos e barrancos, e pouco a pouco vem se reerguendo.
A Capital da Pré-História ainda tem que caminhar muito até se tornar um modelo de cidade. Porém, muito já avançou e depois do Congresso Internacional de Arte Rupestre ela tem todas as condições de vir a ser uma linda Princesa do Sertão.
Na passagem do aniversario de São Raimundo Nonato, queria gritar que sou orgulhoso por ser filho dessa Terrinha. Seguindo seu exemplo aprendi a lutar pelos meus ideais e a amar esse Berço do Homem Americano. Realmente, como diz o teu hino, tu és
cidade bendita, De ternura, amor e emoção; São Raimundo, tu és tão bonita, Oh querida Princesa do Sertão.