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Publicado em 13/12/2008 - 13:32:21  

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Minha alma gêmea que não exige nada... Nem amor recíproco!
 
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Sabe, eu já devia ter feito isso há muito tempo. Mas antes tarde do que nunca, não é? O fato é que nesta manhã, logo ao acordar, dei de cara com essa idéia e a danada não me saiu da memória. Portanto, não dá pra adiar.

Pois bem, excepcionalmente hoje vou escrever algo útil. Através de minha Palavra S O L T A vou tentar homenagear a uma grandiosa amiga. Aquela minha companheira fiel de todas as horas. Minha quase inseparável alma gêmea, que está comigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-me e respeitando-me em todos os dias de minha vida.

Calma...! Não é minha esposa, ainda sou solteiro. Aliás, cá entre nós, o motivo disso é muito óbvio: jamais encontrei mulher alguma que me quisesse!

Na verdade, acho que essa minha fiel amante é muito mais amiga do que uma esposa. Não sei analisar muito bem a relação entre casais, já que nunca tive experiência própria, mas creio que existam exigências e cobranças nesse relacionamento. Imagino que seja necessário haver cumplicidade, uma troca de carinhos e de afeto, atenção... um amor recíproco. E minha alma gêmea não exige nada disso.

Eu jamais dispensei um minutinho sequer de carinho para dedicar a ela. Sempre a tratei de forma grosseira, como se ela tivesse a obrigação de estar ali, ao meu dispor, todas as vezes que dela precisasse. Aliás, quase sempre a ignorei, agi sucessivamente como se ela simplesmente não existisse. Nunca me dei contas o quanto ela era indispensável em minha vida e nem mesmo a agradeci por sua fidelidade, seu companheirismo e seu amor.

Mesmo assim, ela esteve continuamente ao meu lado em todas as horas, me dando forças e compreendendo. E como resposta ao meu desamor e grosserias para com ela, minha alma gêmea anda comigo no colo, pra cima e pra baixo, fazendo todas as minhas vontades. Aventura-se até a andar pelas ruas esburacadas de São Raimundo Nonato me carregado para onde eu desejar ir.

A cadeira de rodas que tenho é ou não é minha alma gêmea?

Salvador de Castro