Dirigibilidade, nível de equipamentos e preço são os 'trunfos' do SUV.

O Duster, que há algum tempo já ensaia seu desembarque no Brasil, será produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) e terá índice de nacionalidade de 67% (são 774 peças diferentes em relação ao modelo comercializado na Europa), com expectativa de atingir os 75% em pouco tempo. Ele terá seis versões de acabamento, duas de motor (1.6 16V e 2.0 16V, ambas bicombustível), três de transmissão (manual de cinco ou seis velocidades e automática de quatro marchas) e duas de tração (4x2 e 4x4).
O G1 avaliou a versão Dynamique 1.6 16V Hi-Flex (R$ 56,9 mil) do primeiro SUV da montadora no país por um percurso de aproximadamente 10 km em estradas asfaltadas e de terra. E o comportamento agradou. Com 15,5 mkgf de torque a 3.750 rpm (álcool), o Duster mostrou retomadas e acelerações satisfatórias para seus mais de 1.200 kg. A 100 km/h, o motor de 115 cv de potência trabalha a 3.000 rpm e o nível de ruído na cabine não incomoda. O câmbio manual de cinco marchas (engates pouco precisos) também conversa bem com o motor.
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O acerto da suspensão também deixou boa impressão. Consegue ser firme sem ser dura e confortável, sem ser macia demais. Nos trechos de terra, as imperfeições do piso foram bem absorvidas. Nas curvas acentuadas e frenagens bruscas, a carroceria não apresentou inclinação fora dos padrões, transmitindo sensação de segurança. Nos poucos metros de estrada realmente esburacada e com pequenos obstáculos, o Duster também mostrou desenvoltura com seus 30° de ângulo de entrada, 35° de saída e 21 cm de altura em relação ao solo.
Interior
O Duster atende bem aos que procuram espaço. São 4,31 m de comprimento, 2,67 m de distância entre os eixos, 1,82 m de largura e 1,69 de altura medidas que o colocam em pé de igualdade com o Hyundai Tucson e alguns centímetros à frente do Ecosport. Os ocupantes que viajam no banco de trás não encontram problemas com as pernas ou a cabeça. Com portas grandes, o acesso também é feito sem dificuldades. O porta-malas, na versão 4x2 é de 475 litros.

O acabamento não salta aos olhos principalmente pela quantidade de peças plásticas duras não agradáveis ao toque. Destaque positivo somente para os detalhes em cromado, cinza e black piano. O painel de instrumentos também é simplório e segue a linha dos irmãos Sandero e Logan.
Equipamentos
Em termos de equipamentos de série, a versão de entrada do Duster (não avaliada pelo G1) oferece direção hidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, trava elétrica e ajuste de altura do volante. Já a versão Dynamique vem bem mais recheada: rodas de liga leve de 16 polegadas, freios com ABS (antitravamento), airbag duplo, bancos revestidos em couro, entre outros mimos. Falta, no entanto, um ajuste de profundidade da coluna de direção, o que ajudaria, e muito, a encontrar a melhor posição ao volante.
Design
O design do Duster não é de arrebatar corações, mas não passa desapercebido. A dianteira traz ampla grade frontal cromada (três barras) e os faróis são grandes. Na lateral, destaque para as amplas caixas de rodas e para a linha de cintura baixa não há vincos marcantes ou frisos. A traseira tem faróis pequenos e um amplo aplique cromado no centro da tampa do porta-malas.
