Secretária da Administração estuda implantar Instituição Militar em São Raimundo Nonato

A Secretária da Administração Nailer Castro esteve nesta quarta-feira (04) com representantes do Tiro de Guerra (TG) do Piauí, trata-se de uma instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar soldados e/ou cabos de segunda categoria (reservistas) para o exército.

Nailer Castro explicou  o objetivo da reunião. “Essa reunião a princípio foi para que pudéssemos conhecer o objetivo do Tiro de Guerra e estudar a possibilidade de trazer esse trabalho para o município de São Raimundo Nonato, através de parceria entre a organização do TG, da prefeitura deste município e o Comando da Região Militar”.

Para o sucesso da parceria o exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Atualmente existem mais de 200 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro.

Além de propiciar a prestação do serviço militar inicial, os TG contribui para estimular a interiorização e evitar o êxodo rural, ajuda na cidadania e patriotismo e colaboram em atividades complementares, mediante convênio com órgãos federais, estaduais e municipais, no funcionamento de ensino profissionalizante em suas dependências e na utilização das mesmas em práticas cívicas, esportivas e sociais, em benefício da comunidade local.

Sobre o Tiro de Guerra

A origem dos tiros de guerra remonta ao ano de 1902 com o nome de linhas de tiro, quando se fundou em Rio Grande (Rio Grande do Sul) uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares — esta, a partir de 1916, no impulso da pregação de Olavo Bilac em prol do serviço militar obrigatório, transformou-se, com o apoio do poder municipal, nesse tipo de organização militar destinada à formação de reservistas brasileiros.

Assim sendo foram criadas várias linhas de tiro, estrategicamente localizadas em cidades maiores de cada região, que davam maior proteção aos cidadãos. Os Tiros de Guerra, são uma experiência brasileira vigente desde 7 de setembro de 1902, quando Antônio Carlos Lopes fundou, na cidade de Rio Grande-RS, uma sociedade de tiro ao alvo com finalidades militares e, depois de 1916, foram impulsionados pela pregação patriótica de Olavo Bilac – Patrono do Serviço Militar, sendo consequência, sobretudo, de um esforço comunitário municipal.

Os Tiros de Guerra (TG), são Órgãos de Formação da Reserva (OFR), que possibilitam a prestação do Serviço Militar Inicial, no município sede do TG, dos convocados não incorporados em Organização Militar da Ativa (OMA), de molde a atender à instrução, conciliando o trabalho e o estudo do cidadão.

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