Pai faz filha de escudo para se defender e criança é baleada com três tiros no Piauí

    Um ex-presidiário foi assassinado e a filha de três anos baleada no abdômen e na cabeça durante um suposto acerto de contas.  A criança foi baleada quando supostamente foi usada como “escudo humano” pelo pai que queria evitar a própria morte.

    O morto foi identificado como Elinaldo José da Silva, 29 anos, conhecido como Vaqueiro. Ele estava preso na Casa de Custódia e havia sido posto em liberdade há cerca de um mês.

    O delegado que investiga o caso, Jarbas Lima, relatou que o pai da criança, vítima do homicídio, “discutiu com uma pessoa em uma boca de fumo e ‘teria dado um tapa’ no rosto dessa pessoa”. “Essa pessoa para se vingar voltou no período da tarde com mais duas pessoas e efetuou disparos contra o rapaz (que teria batido nele). A vítima acreditando que os indivíduos que o mataram não fossem atirar nele segurou a própria filho como escudo, mas mesmo assim ‘os elementos’ atiraram”.

    O caso ocorreu nesta quinta-feira (07), no Residencial Recanto dos Pássaros, zona Sudeste de Teresina.

    A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa possui a identificação de um dos autores do crime, e há a suspeita de outros dois.

    Jarbas relatou que os suspeitos deverão responder por homicídio e tentativa de homicídio, contra o pai e a bebê, respectivamente. “Caso infelizmente a criança venha a morrer, eles irão responder por duplo homicídio”.

    Mesmo baleado, a vítima ainda tentou correr, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

    Criança 

    Já a criança foi alvejada com três tiros e está internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), sendo dois na região do abdômen e um na parte frontal da cabeça, mas não chegou a perfurar o crânio. A menina teve ainda uma fratura no braço direito por conta dos disparos no abdômen, que também atingiu o diafragma, fígado e baço. Ela passou por cirurgia, fez uma laparotomia explorada e apesar de ser grave, ela está estável no momento.

    O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

    Graciane Sousa e Caroline Oliveira

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