João Henrique diz que dificilmente PMDB entra na chapa de Wellington

Correndo por fora para ser o candidato a governador do PMDB nas eleições 2018, o ex-ministro João Henrique Sousa disse nesta quinta-feira (30), que dificilmente seu partido terá espaço na chapa majoritária do governador Wellington Dias. A reunião entre a cúpula do PT e Progressistas na última sexta-feira seria o alerta de que a coligação não vai vingar.

“Eu acho que não dará certo essa relação. Desde o primeiro instante quando eu conversei com meus companheiros do PMDB, ainda em janeiro, quando eu iniciei a caravana, eu disse que o cenário que antevejo dificilmente coloca o PMDB na chapa majoritária e muito especialmente na condição de vice”, afirmou.

Para João Henrique, neste momento o Progressistas está mais forte e leva vantagens naturais na composição da chapa. “Há de se reconhecer que o partido que hoje ocupa a vice, o PP, se fortaleceu. O PP está próximo de 50 prefeitos, nós temos 21. O PP já está no governo com a estrutura de um cargo de senador e vice”, afirmou.

Outro fator que coloca o partido de Ciro em vantagem é a sua relação com o governador e o seu trânsito livre com o presidente Michel Temer. “O senador Ciro é o braço direito do atual governador. Sem o trânsito que o senador tem no governo federal, o governo aqui estaria numa situação muito precária. Dentro dessa condição o quadro não é muito favorável para nós do PMDB fazermos a indicação de um cargo majoritário”, declarou.

Foto: Wilson Filho

João Henrique elogiou a indicação do deputado Themístocles para ocupar a vaga de vice, mas nem seu nome faria frente ao Progressistas. “O nome que o partido indica, que é o nome do deputado Themístocles, tem todas as condições para ocupar a vice e até a governadoria, mas pela situação eu comecei a defender, a partir de janeiro, que o partido tenha um candidato”, avalia.

Nesta sexta-feira, João Henrique estará com a caravana em Picos e até a semana que vem terá visitado todas as cidades onde o PMDB tem delegado. O partido realiza convenção extraordinária em janeiro para decidir sobre a candidatura própria.

Hérlon Moraes

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